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Cuidados para ter um pet saudável

Acompanhamento veterinário

Assim como é natural que as crianças tenham acompanhamento pediátrico, os pets também precisam de um "médico de confiança". As visitas ao médico veterinário devem ser parte da rotina de saúde do pet, para que seja possível prevenir ou até detectar precocemente doenças que possam ameaçar sua saúde e seu bem-estar. Por isso, é importante que desde cedo a família busque orientação para encontrar uma clínica ou um profissional que possa assistir ao animal sempre que necessário.

Alimentação

Os animais possuem exigências nutricionais específicas para cada fase da vida. Os filhotes devem comer alimentos especialmente elaborados para eles até o final da fase de crescimento, que pode variar de acordo com o porte entre as diferentes raças. A quantidade total de alimento a ser oferecida por dia deve ser calculada, e nos primeiros meses é importante dividi-la em várias porções ao longo do dia, com o tempo os intervalos devem ser aumentados de forma que o cão se alimente 2 ou 3 vezes. Quando uma ração balanceada de boa qualidade é utilizada, não há necessidade de administrar nenhum outro tipo de alimento, é recomendado evitar comidas caseiras, pães e bolachas, pois podem atrapalhar o apetite do filhote e desequilibrar a quantidade de nutrientes ingerida.

A água deve sempre ser deixada à vontade, e no caso de gatos a ingestão de água é ainda mais importante, e após adultos alguns podem ter predispoisição a apresentar problemas urinários. Como gatos gostam da água o mais fresca possível, para incentivar o consumo é interessante utilizar recipientes grandes, de preferência mais de um espalhado pela casa ou utilizar algum bebedouro com água corrente.

Higiene de rotina

O banho é fundamental, afinal cuidando da higiene deles, estaremos zelando pela nossa saúde também. A frequência de banho varia de acordo com a necessidade de cada raça, algumas precisam de banhos semanais, outras mensais. De modo geral não é recomendado dar banhos com um intervalo muito curto, duas vezes por semana por exemplo, a não ser que o pet esteja realizando algum tratamento, pois pode ressecar muito a pele e os pelos, predispondo a doenças.

Banhos em filhotes precisam de maior cuidado e atenção. É importante não levá-los a locais que possam ter contato com outros cães antes que tenham tomado todas as vacinas, pois podem adquirir doenças. Antes do primeiro banho converse com o veterinário que está acompanhando o seu filhote para saber se o momento é adequado ao banho. Existem estabelecimentos especializados, mas se optar por dar banho em casa, faça com que esse momento seja o mais agradável possível, com carinho, atenção e paciência, pois os filhotes não estão habituados e se assustam com o barulho dos secadores. Alternativamente pode ser realizado o "banho a seco", que é a limpeza da pele e dos pelos com produtos especiais destinados a este fim, sem a necessidade de imergir o cãozinho na água, pode ser realizado em filhotes muito novinhos ou em raças que não precisam de banhos frequentes.

Dicas para a higiene em casa:

  • Separe utensílios para serem exclusivos do pet, como toalhas e escovas;
  • Utilize água morna, mais para fria;
  • Cuidado para que ele não sinta frio durante o banho, pois pode ficar doente;
  • Use sempre produtos específicos para animais, para garantir pele e pelos bonitos e saudáveis;
  • Proteja sempre os olhos e os ouvidos do animal para que não entre água e sabão;
  • Seque primeiro com a toalha e depois com o secador, mantendo-o distante do pelo e cuidado com a temperatura para não queimar seu cãozinho, aproveite para penteá-lo;
  • A frequência de escovação dos pelos varia de acordo com o tipo de pelo. Os mais peludos precisam ser escovados com maior frequência, no mínimo semanalmente. Além de ser uma expressão de carinho, a escovação remove os pelos velhos, desembaraça, ativa a circulação e também remove restos de pele morta. Crie esse hábito desde cedo para que o animal se acostume;
  • Limpe com cuidado a região dos olhos, utilize algodão seco ou embebido em água filtrada. Nunca utilize qualquer produto ou colírios sem consultar o médico veterinário;
  • limpeza da orelha deve ser feita com cuidado, limpe somente a parte mais externa, se houver secreção pode utilizar um produto específico para este fim, mas nunca utilize cotonetes ou qualquer objeto dentro do conduto auditivo, pois além do risco de machucar o cãozinho, você pode acidentalmente empurrar a secreção para o fundo predispondo a infecções;
  • Escove os dentes do seu animal, existem escovas e pastas específicas para cães, as pastas para humanos podem intoxicá-los;
  • As unhas devem ser cortadas sempre por um profissional, pois precisam de um cortador específico.

Vacinação

A vacinação é fundamental nos pets assim como nas crianças, pois existem doenças gravíssimas e que podem facilmente serem prevenidas quando a vacinação é feita de maneira adequada. Assim como a gripe para os humanos, as doenças virais de cães e de gatos são facilmente transmitidas pelo ar ou por objetos contaminados. Desta forma, mesmo que o pet não saia de casa ele deve ser vacinado. Existem algumas doenças, como Raiva e Leptospirose, que são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas aos humanos, por isso além de preservar a saúde do pet, a vacinação é imprescindível para proteger também a família.

A escolha do protocolo de vacinação depende dos riscos aos quais o animal está exposto. Por ser a zoonose muito importante, a vacina contra a Raiva é obrigatória por lei. Com exceção à Raiva, a grande maioria das doenças é diferente em cães e em gatos, por isso as vacinas devem ser específicas. Para cães as vacinas "V8" ou "V10" são fundamentais, já para os gatos as "V3" ou "V4" são muito importantes. A escolha da mais adequada deverá ser feita pelo médico veterinário de sua confiança.

A primeira dose de vacina é administrada entre os 45-60 dias de vida, e são necessárias até 2 doses de reforço com intervalo mensal neste período. Depois de adulto a vacinação passa a ser anual. Guarde bem a carteirinha de vacinação do seu pet para não perder as datas das próximas doses e deixá-lo desprotegido.

Vermifugação

Os parasitas intestinais são uma ameaça constante ao dia a dia dos pets, pois oferecem grandes riscos não somente à saúde deles, mas também da família. A boa notícia é que é fácil preveni-los com algumas medidas simples. Existem muitas espécies de vermes, as mais comuns e mais importantes são o Ancylostoma spp., o Toxocara spp. e o Dipylidium caninum, pois estes vermes são zoonoses, podem ser transmitidos dos animais aos seres humanos. Os filhotes podem adquirir verminoses no útero da mãe ou mesmo através do leite durante a amamentação, por isso a vermifugação precisa começar desde cedo. Outra forma de adquirir verminose é através do solo ou de objetos contaminados, enquanto passeiam, cheiram o ambiente, lambem as patas e assim acabam ingerindo os ovos ou as larvas que são microscópicas. Nós também podemos carregar pra dentro de casa pelo sapato. Por isso, mesmo que o animal não passeie é importante manter a vermifugação em dia. Outra forma de adquirir verminoses é através da ingestão de outros animais ou insetos que podem atuar como "hospedeiros intermediários", como roedores, bovinos, ovinos, para animais que têm hábito de caça ou que se alimentam de carne crua. Além de outros prejuízos, a pulga também transmite o verme Dipylidium caninum, quando o animal se coça e acidentalmente ingere pulgas, ingere a larva que está dentro dela, por isso a prevenção de pulgas também é importante na prevenção contra vermes.

"As visitas ao médico veterinário devem ser parte da rotina de saúde do pet, para que seja possível prevenir ou até detectar precocemente doenças que possam ameaçar sua saúde e seu bem-estar. Por isso, é importante que desde cedo a família busque orientação para encontrar uma clínica ou um profissional que possa assistir o animal sempre que necessário."

Animais com vermes eliminam constantemente ovos nas fezes, contaminando o ambiente. Para os seres humanos, os riscos mais comuns são adquirir o "Bicho Geográfico" (larva migrans cutânea), causado pela larva do Ancylostoma spp., que penetra na pele quando pisamos em solo contaminado, a Larva migrans visceral que é causada pela ingestão acidental das larvas de Toxocara spp. em alimentos ou objetos contaminados (inclusive mão suja), as larvas migram e podem se alojar em diversos órgãos, inclusive no olho. A Dipilidiose, assim como nos Cães e gatos é transmitida através da ingestão de pulgas, mais facilmente em pessoas que dormem com seus pets, pode causar desconforto abdominal e diarreia.

Outro parasita intestinal muito comum é o protozoário Giardia sp. e tanto aos pets quanto aos humanos ele é transmitido através da ingestão de água, de alimentos ou de objetos contaminados. A Giárdia sobrevive por longos períodos no ambiente, favorecendo que os animais adquiriam a infecção novamente.

Algumas medidas preventivas contra parasitas intestinais:

  • Vermifugue seu pet rotineiramente, de maneira preventiva, a cada 3 meses, impedindo que eles tenham infestações mais graves, ou converse com o seu veterinário sobre o melhor protocolo;
  • Sempre vermifugue todos os pets ao mesmo tempo;
  • Não alimente o pet com carne crua;
  • Faça a prevenção contra pulgas mensalmente;
  • Remova as fezes do ambiente o mais rápido possível e higienize o ambiente com produtos à base de cloro ou amônia quaternária;
  • Higienize diariamente comedouros e bebedouros.

Controle de parasitas externos

Pulgas e carrapatos são um incômodo constante aos nossos pets e além de causarem muita coceira, podem transmitir sérias doenças a eles. Existem muitas espécies de pulgas, as que parasitam cães e gatos normalmente não picam humanos, elas ficam andando sobre o corpo do animal e picam muitas vezes ao dia, causando muita coceira e alguns animais podem ser alérgicos a estas picadas, o que acentua ainda mais o incômodo. Elas também são responsáveis pela transmissão do verme Dipylidium caninum, conforme comentamos anteriormente, e existem outras doenças transmitidas por elas, como a Anemia Felina e a Bartonelose. É importante saber que a pulga que vemos nos pets é a adulta, porém ela está constantemente colocando seus ovos microscópicos que caem no chão, onde se desenvolverão em novas pulgas em até 1 ano. Estas formas jovens que estão no ambiente são resistentes aos produtos de limpeza convencionais. Por isso, uma infestação por pulgas não está relacionada a uma má higiene da residência, é necessário o uso de produtos específicos para acabar com esta praga. Os carrapatos se fixam na pele dos cães onde ficam por vários dias se alimentando de sangue. Durante este tempo, ele pode transmitir algumas doenças muito sérias que colocam em risco a vida do cão, como a Erliquiose e a Babesiose. Não é comum infestação por carrapatos em gatos. A espécie mais comum em cães urbanos é o Rhipicephalus sanguineus, conhecido como carrapato marrom, uma característica muito diferente deste carrapato é que ele passa a maior parte da sua vida em ninhos no ambiente, onde ele muda de tamanho. Este carrapato gosta de locais altos, a fêmea sobe as paredes em busca de um refúgio para colocar seus ovos, dentro de casa elas podem fazer os ninhos em janelas, batentes de porta, interruptores de luz e até no estrado da cama, no quintal podem ficar nos muros, casinha do cachorro ou telhados. Estes parasitas também são resistentes aos produtos de limpeza convencionais, uma vez que o cão apresente carrapato é importante tratar todo o ambiente com produtos específicos.

Moscas e mosquitos além de coceira também podem transmitir doenças, como o Verme do Coração. Comum em regiões litorâneas, ele é transmitido pela picada de mosquitos, e a Leishmaniose, uma doença muito grave que também pode acometer em humanos. Ela é transmitida pela picada de uma espécie de mosca.

Para prevenir os pets destes e de outros riscos, é importante utilizar mensalmente produtos contra pulgas e carrapatos. Existem opções em formato de pipeta, aplicadas na região do dorso do animal ou coleiras, que tem uma durabilidade maior. Em caso de pets que viajam com frequência, é importante conversar com o veterinário para saber quais medidas adicionais devem ser tomadas, pois existem algumas doenças que são mais comuns em determinadas regiões.


Última Atualização: 2016

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