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Cuidados com a beleza do consultório

Cuidados com a beleza do consultório

Aos 24 anos, a médica paulista concluiu sua residência em um grande hospital público do estado. Optou pela Dermatologia porque sempre se interessou pela saúde do corpo e, em consequência, pela beleza. Durante a residência, lidou com inúmeros casos de câncer de pele e pensou até em se especializar no tratamento da doença. Ela percebeu que entre a população havia uma crença de que a utilização de filtro solar é necessária apenas na praia. Cada vez que ouvia determinada afirmação dos pacientes, tinha mais certeza de que deveria seguir a Dermatologista, para conscientizar a população do perigo da exposição constante ao sol, seja na praia ou fora dela.

Terminada a residência, a médica resolveu abrir seu consultório. O novo consultório foi instalado no bairro do Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo, região considerada um dos maiores pólos de desenvolvimento da capital paulista, além de estar próximo a bairros extremamente elitizados: os Jardins e o Morumbi.

A sala foi alugada, decorada e organizada de acordo com o gosto da médica. Mas os móveis foram aproveitados do antigo endereço. Com a ajuda da secretária, que a acompanhava desde o primeiro consultório, arrumou a sala da maneira que achava mais adequada aos pacientes. Cores leves na parede, flores e plantas artificiais em todo o consultório. Tudo parecia perfeito para as mulheres, seu público-alvo. Na recepção, foi colocada uma parede espelhada. Inicialmente, as pacientes receberam bem as mudanças, tanto de endereço quanto de decoração. Porém, pouco a pouco, a médica começou a perceber uma redução gradativa no número de atendimentos. Depois de um ano e seis meses no novo endereço, percebeu que metade da antiga clientela raramente aparecia no consultório e ela não conseguia entender o porquê.

A mudança de endereço mudou consideravelmente o ritmo de crescimento do consultório. Mas em termos de estrutura e atendimento, tudo parecia perfeito. Então, onde estava o erro? Após muita reflexão sobre o assunto e depois de conversar com outros médicos, a dermatologista chegou à conclusão de que só havia uma maneira de descobrir o que estava afastando os pacientes: perguntando diretamente a eles. Por não ter muita experiência com pesquisas de qualquer natureza, a médica decidiu, após cada consulta, perguntar sutilmente às pessoas. Começou a fazer esta experiência pouco a pouco.

Foi quando recebeu em sua sala uma antiga paciente, uma senhora que constantemente a procurava para tratar de sardas. Bem humorada, a senhora sempre conversava com a dermatologista por vários minutos após a consulta. Ao ser questionada pela médica sobre o que poderia mudar no consultório, a senhora respondeu de maneira bem direta. “Tudo”. A dermatologista ficou surpresa com a resposta. Foi quando a senhora explicou que sua resposta dizia respeito ao consultório e não ao atendimento da médica ou de alguém da sua equipe.

Ela lembra até hoje as palavras exatas que a paciente utilizou: “A decoração desse consultório está toda errada, doutora. Na sala de espera, os móveis parecem antigos e, sinceramente, tenho até medo de sentar naquelas cadeiras mais perto da porta. Elas rangem e estão bambas. Parece que vão desabar a qualquer momento. Sem falar naquele espelho na recepção, horroroso. E as plantas? No corredor, sempre esbarro naquela planta colocada ali. Parece que estou entrando em uma floresta. Sem falar da vista da sua sala, sempre com essa cortina aberta. Ver esse monte de prédios me deixa um pouco deprimida”.

A médica resolveu se aprofundar nas respostas dos pacientes. Logo percebeu que, além dos móveis e a decoração como um todo não agradar, o problema não estava simplesmente em uma decoração inadequada. O ambiente estava confuso. As plantas artificiais atrapalhavam a circulação das pessoas e também era malvistas. O espelho não servia para ressaltar a beleza e a vaidade feminina. Ao contrário: ele fazia as pacientes encararem de frente os seus problemas de pele. Por fim, a vista da janela da médica mostrava boa parte da cidade e isso deixava as pacientes até mesmo apreensivas pela altura do prédio.

Descoberto o problema, optou-se por contratar uma decoradora profissional. Após uma semana, esta apresentou o projeto de reforma do consultório. Móveis novos e equipamentos modernos seriam comprados. Atendendo a um pedido da dermatologista, a decoradora manteve plantas artificiais no ambiente. Porém, elas não atrapalhavam mais a circulação das pessoas. Um vaso foi posto em um canto da sala de espera e outro, na sala de consulta, próximo à janela. O banheiro do consultório também foi totalmente reformado. E, na sala da médica, a paisagem não incomodava mais, graças a uma cortina. Nas paredes, alguns quadros de cores vibrantes tentavam transmitir otimismo e alegria. Definitivamente, o ambiente estava completamente transformado. E os resultados não tardaram a aparecer.

A reabertura do consultório aconteceu com uma pequena recepção. A dermatologista também investiu em ações de comunicação para garantir que os pacientes fossem devidamente informados da reinauguração. A iniciativa deu certo e mesmo clientes afastados vieram conhecer o novo espaço.

As opiniões emitidas nesta publicação são de seus atores e não refletem necessariamente as opiniões e recomendações da Bayer.
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Última Atualização: 2016

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